A valorização do papel da imprensa durante a pandemia

By ADS Comunicação Corporativa

A pandemia do coronavírus mexeu com a sociedade e a maioria das atividades profissionais se viu obrigada a reformular suas rotinas. Quem pôde migrar suas tarefas de trabalho para o home office abriu espaço para o escritório dentro de casa e seguiu em frente.

Porém, quem atua em serviços considerados essenciais à população não teve escolha senão encarar o novo desafio com a cara e a coragem. Esse foi o caso da imprensa.

Mas se jornalista não trata de doentes, não trabalha na cadeia hospitalar, não atua na segurança pública, não comercializa e nem entrega alimentos e medicamentos, ele realiza mesmo um serviço essencial?

Como temos visto desde que a pandemia foi decretada, com certeza. Felizmente, a imprensa que sempre esteve nas ruas, atrás da informação precisa e atual, arregaçou as mangas e não se furtou à missão de compor a linha de frente do combate ao coronavírus.

Em momentos como agora, quando mais do que nunca precisamos ter acesso aos dados corretos no ritmo acelerado dos acontecimentos relacionados à pandemia, o papel do jornalismo é crucial.

Pois urge saber o tamanho do perigo, como o vírus é transmitido, onde ele se aloja, como se blindar contra ele em casa e fora dela, como caminham a curva de contágio e dos casos de óbitos e o que as autoridades estão decretando, dia após dia, já que cada dia pode trazer um novo cenário.

E quem vai nos oferecer tudo isso é somente a imprensa séria, comprometida com a verdade dos fatos, a quem possamos atribuir credibilidade. Parece curioso considerar que há comunicadores sem compromisso com os fatos reais, veiculando fake news, quando deveria ser regra geral se comportar justamente de forma oposta.

Entretanto, sabemos que a desinformação corre solta, sobretudo no meio online, catapultada pelas redes sociais e aplicativos de conversas, como o WhatsApp, o mais popular do Brasil. Fatores como falhas na apuração e interesses particulares por trás da difusão de determinadas versões de informações alimentam o fenômeno.

Ainda mais em tempo de pandemia, quando toda a população quer que a cura para o vírus seja encontrada logo e esteja ao alcance de todos. Se ela viesse por meio de uma receita caseira, melhor ainda, não é?

Ou seja, terreno fértil para fake news com dicas domésticas para se livrar do coronavírus serem compartilhadas pelas pessoas, por exemplo. Como se de repente surgisse um remédio milagroso, que dispensa laboratório para ser desenvolvido, contra uma doença que há vários meses vem matando milhares de pessoas em centenas de países.

E essa “notícia” chega até você em primeira mão, via conversa ou grupo de rede social, sem ter sido noticiada por qualquer canal da imprensa formal, que vem dedicando 24h diárias de cobertura jornalística para a pandemia, inclusive as buscas por alguma vacina contra ela.

Convenhamos, não dá para cair nessa. Credibilidade não se encontra em qualquer canal de informação, como infelizmente temos presenciado. Na dúvida, é sempre melhor se informar pela imprensa consolidada, pautada pela correção no trabalho jornalístico oferecido ao público.

Como reflexo dessa distinção, a população tem confiado mais nas TVs e jornais para se informar sobre a pandemia, seguidos por programas jornalísticos de rádio e sites de notícias, à frente das redes sociais e aplicativos de mensagens, como aponta pesquisa realizada pelo Datafolha.

Pauta majoritária     

Mesmo nas redes sociais, os conteúdos compartilhados e comentados têm girado em torno da pandemia, a partir de notícias publicadas na imprensa convencional. Segundo mapeamento da Fundação Getúlio Vargas, os conteúdos mais disseminados em redes como WhatsApp, Instagram e YouTube eram provenientes de contas oficiais de sites ou canais jornalísticos.

Não à toa, o tema coronavírus vem reinando na cobertura da imprensa. Não somente pela importância e o perigo da doença, mas porque o estado geral de pandemia afeta nossa vida cotidiana de infinitas maneiras, nos mais variados setores.

Como estamos trabalhando? Como estamos estudando? Quem deve sair de casa para as necessidades diárias? Quais os serviços que operam na cidade? O que pode ser oferecido via Internet e entrega em residências? Quem precisou buscar uma nova fonte de renda, como fez?

Perguntas como essas dominam a pauta da imprensa. Governos, instituições e empresas são chamadas a se posicionar sobre protocolos, medidas e impactos por conta da pandemia.

Nesse contexto, as organizações que não esperaram o turbilhão surgir para estruturar sua comunicação, interna e externamente, se deram melhor. Empresas que investiram em ações sociais, doando materiais de prevenção ao coronavírus e itens de primeira necessidade para profissionais da linha de frente e pessoas de baixa renda, ganharam a mídia nacional. Reputação e credibilidade em alta para quem fez a lição de casa.

O novo normal da imprensa

Parte dos repórteres continua indo para as ruas e encontrando fontes e personagens, especialmente na cobertura dos temas considerados factuais e “quentes” para abastecer o hard news. Mas a pandemia, além da preocupação constante com a exposição a outras pessoas e lugares, exigiu novas realidades.

Todos usando máscaras e mantendo distâncias seguras dos entrevistados. Equipes menores, mais escalas de revezamento, dispensa dos profissionais que estão em grupos de risco, quarentena obrigatória para quem interagiu com infectados ou acabou infectado.

Entramos na era das entrevistas remotas, por meio de videoconferências. Com suas perdas e ganhos, sempre a depender de a tecnologia funcionar como se espera na hora da gravação.

Quando não funciona perfeitamente, o público tende a entender. Afinal, ele também precisa realizar videochamadas em suas atividades – sejam profissionais, educativas ou de lazer -, lidar com dificuldades de comunicação e falhas tecnológicas.

Quem tem o mínimo de boa vontade e acompanha o trabalho da imprensa acaba reconhecendo o esforço de seus profissionais, que mesmo com os riscos inerentes à pandemia se empenham para manter o nível do produto jornalístico que entregam, sem sacrifício da credibilidade construída por muitos anos.

Um empenho que nunca deve mudar, com ou sem ameaça de coronavírus.

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