“Marcas que se importam” saem na frente

By ADS Comunicação Corporativa

Muito se tem falado sobre as tendências da comunicação para 2021, como o fato de que a comunicação digital estará cada vez mais fortalecida. Sem dúvidas. As marcas foram obrigadas a encontrar novos canais e formatos para se conectarem aos consumidores.

Mas além disto, estamos passando por uma transformação profunda nas relações entre empresas e o mercado. A empatia passou a ser uma característica muito valorizada na pandemia dada a importância das ações solidárias para amenizar seus impactos.

Portanto, acreditamos que as “marcas que se importam” com as questões sociais e econômicas ingressarão em 2021 com uma vantagem competitiva em relação às demais.

O propósito aqui é tratar a responsabilidade social corporativa como uma grande tendência para a comunicação das empresas no próximo ano. A responsabilidade das empresas em relação às atitudes e comportamentos dos colaboradores – terceirizados ou não – dá um significado mais amplo aos treinamentos comportamentais.

1. Mais do que prevenção de crise, uma revisão de atitudes

O mais comum diante de crises e ameaças é que as organizações implementem seus manuais da crise para dar respostas rápidas diante de emergências. Isto não é novo e faz parte há décadas do “guia de sobrevivência” de qualquer grande organização.

O fato é que algumas ações amenizam mas não são suficientes para responder à indignação pública. Lidamos todo o tempo com pessoas e seus erros. Isto é normal desde que eles não acarretem a perda de uma ou mais vidas.

E onde se insere a responsabilidade das áreas de comunicação das empresas? Lidar com a crise e seus efeitos devastadores ou preveni-las em sua origem? Vamos para a segunda opção.

Treinamento não compete somente às áreas técnicas ou de RH. A Comunicação deve fazer parte do processo assegurando que “nenhum” stakeholder seja esquecido nos processos de treinamento das organizações. Do recepcionista à copeira, do CEO ao gerente. É a área que mapeia as vulnerabilidades que possam gerar uma crise e a área, em conjunto com as demais, é a que propõe ações preventivas e corretivas.

Fundamental para o aprendizado da crise é fazer as perguntas: “Onde erramos?” “Como podemos corrigir?” e “Como não cometer o mesmo erro?”

2. A solidariedade virou um ativo da sociedade pós-pandemia

No ápice da pandemia, a Rede Globo lançou pela primeira vez uma sessão para dar visibilidade positiva às empresas no Jornal Nacional, o quadro Solidariedade. Foram centenas de iniciativas que, sem esta divulgação, ficariam restritas ao conhecimento dos diretamente envolvidos.

A solidariedade ainda é necessária. A pandemia não acabou e ainda estamos diante de um 2021 incerto. Talvez mais do que antes as empresas serão chamadas a exercer seu papel de apoiadores da sociedade para minimizar o impacto da crise sobre seus resultados pois “não existe uma empresa rica ao lado de uma comunidade pobre”.

E a sociedade está atenta a isso. “As boas atitudes empresariais já fazem diferença no momento da escolha de um consumidor mais consciente, menos impulsivo, menos fiel às marcas e preocupado com os destinos do País.

Da mesma forma que, ao baixarmos a guarda nos cuidados preventivos à pandemia contribuímos para elevar os índices de contaminados, não é o momento para as organizações reduzirem seus investimentos sociais. Não se trata de uma questão de benemerência mas de sobrevivência empresarial e cabe às áreas de Comunicação manterem acesa a chama da vocação solidária como um ativo permanente das companhias.

3. As causas e as bandeiras que as empresas vão abraçar

As empresas que ainda não aderiram a uma causa estão na contramão. Existem milhares de iniciativas ligadas ao Meio Ambiente, à defesa das minorias, ao respeito às mulheres e à diversidade, contra o racismo, contra o trabalho infantil ou trabalho análogo ao escravo, de combate à fome, por saneamento básico e de acesso à saúde e prevenção de doenças.

O objetivo desta adesão não deve ser a obtenção de uma “imagem positiva e simpática”. A sociedade amadureceu. Ninguém aceita mais discursos vazios. A empresa tem que mostrar que pratica o que ela diz. Como ter uma reputação de respeito à diversidade se, na ponta, houver um descuido com o preparo de um profissional terceirizado?

As causas #vidasnegrasimportam, # mexeucomumamexeucomtodas e tantas outras surgiram de forma espontânea e genuína na sociedade brasileira e mundial. As empresas que praticarem a inclusão começam 2021 em vantagem diante de um consumidor que não aceita injustiças. Que não se cala agora que ele tem voz!

Muito se fala de construir conteúdo relevante. A dica é satisfazer as inquietações, expectativas e responder às dores de cada um. Quem não se aprofundar e se antecipar às mudanças ficará segregado ao negacionismo.

Convém reforçar: ética, transparência e empatia são os princípios que nortearão as empresas em 2021 e nos próximos anos. Preparo, humildade e sensibilidade são os atributos que vão ajudá-las a vencer os desafios do pós-pandemia. As “empresas que se importam” de verdade são melhor reconhecidas e valorizadas. E inspiram as demais a seguir este caminho.

A ADS pode ajudar sua empresa em programas de responsabilidade empresarial e prevenção de crises.

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