Nova onda da pandemia reforça o protagonismo da Comunicação

By ADS Comunicação Corporativa

A nova onda do coronavírus, com maiores impactos sociais e econômicos, requer das empresas mais atenção à comunicação com colaboradores e clientes, assim como aconteceu no início da pandemia, em 2020.

Um ano depois temos vacinas e aprendemos a entender a Covid-19 e suas implicações na saúde e na vida de cada um de nós. As empresas e as pessoas aprenderam a se conectar remotamente, a se reinventar para sobreviver e crescer, e a apoiar os mais vulneráveis reacendendo a chama da solidariedade.

O retorno gradativo ao trabalho e à normalidade foi efêmero e nos deparamos com medidas mais duras e necessárias.

Neste ambiente complexo, a comunicação fortalece seu papel no cuidado à reputação das empresas, no engajamento dos colaboradores, na conexão com os clientes e consumidores, nos cuidados de proteção aos públicos e na adoção das boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

O protagonismo da comunicação assume novos contornos, fruto dos aprendizados conquistados no decorrer desta pandemia.

Abaixo algumas recomendações em que a comunicação interna se mostra uma forte aliada neste momento tão difícil.

Fake news, o inimigo continua

Se as empresas têm uma forma de contribuir para estancar o avanço da pandemia, é ajudando no combate às fake news. Terapias preventivas ineficazes, “riscos” da vacinação, sensacionalismo da imprensa, enfim, as fake news continuam a interferir nas atitudes da população.

É preciso se manter alerta para os efeitos danosos das informações errôneas, que requer a retomada da comunicação dos protocolos de higiene e proteção amplamente divulgados em 2020 mas que, de alguma forma, parecem não surtir os efeitos desejáveis para este momento.

Cuidados com a saúde emocional

Se em 2020 a preocupação com a saúde dos colaboradores era uma prerrogativa, a nova onda, além dos imprescindíveis cuidados com a contaminação pelo vírus, exige um cuidado redobrado com a saúde emocional dos colaboradores.

O tema vem sendo amplamente debatido pelas áreas de RH que têm buscado recursos para apoiar os colaboradores a lidar emocionalmente com um ano de pandemia e seus efeitos: lentidão do processo de vacinação, saturação da rede médico-hospitalar e aumento de casos graves e óbitos com as novas variantes.

Às áreas de comunicação cabe a divulgação e a facilitação do acesso dos colaboradores aos recursos disponíveis para o melhor enfrentamento, incluindo o suporte psicológico.

Engajamento

As empresas e a sociedade em geral têm sido conclamadas a intensificar suas ações de solidariedade aos mais vulneráveis. Estas ações ganharam destaque, inclusive com o apoio da mídia, angariando recursos humanos e financeiros.

A adoção das melhores práticas cria engajamento entre os colaboradores, estimulados a participar ativamente deste processo. Aprendemos a entender as reais necessidades da sociedade e a encontrar maneiras de contribuir na redução dos impactos.

A comunicação tem a missão de resgatar as ações possíveis de serem retomadas ou criar novas iniciativas que levem os colaboradores ao “orgulho de pertencer” a uma empresa socialmente responsável.

Transparência e diálogo

Todos sabemos que a pandemia vai acabar, especialmente face ao esforço da vacinação em todo o mundo. No Brasil não será diferente, embora infelizmente num processo mais lento. Os colaboradores estão preocupados por várias razões: saúde (para si próprios, familiares e amigos), acesso à vacinação, preservação dos empregos e manutenção dos salários e benefícios.

Por outro lado, muitas empresas não conseguem absorver os impactos da pandemia com a redução do consumo, perda de clientes ou aumento da inadimplência e duras restrições ao seu funcionamento, ainda que haja exceções em alguns setores essenciais como supermercados e outros.

Como equacionar os dois lados, buscando o equilíbrio para a superação deste grande desafio? Não há uma única resposta, mas do ponto de vista da comunicação a propagação da confiança, transparência e diálogo parece ser um caminho viável.

O remédio será amargo para muitos e os vínculos de confiança entre empresas e colaboradores estão sendo testados a cada dia. Mas a cada fato novo, a comunicação interna pode ajudar a fortalecer este vínculo criando canais para o diálogo, convencendo as lideranças a serem claras nos rumos e futuro das organizações e enfatizar que a união e o espírito de equipe são fundamentais neste momento.

Definir um plano de comunicação interna e gestão de crise na segunda onda da pandemia requer aprendizados, habilidades e apoio especializado.

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