O poder dos influenciadores digitais na divulgação das marcas

O poder dos influenciadores digitais na divulgação das marcas

Imagine a cena: influenciadores digitais voam num túnel de vento e a experiência é registrada em tempo real nas redes sociais, blogs e YouTube.

Não, esta não é uma obra de ficção, mas um filme real de um evento organizado em fevereiro pela ADS para o cliente Mondial, líder em vários segmentos de eletrodomésticos portáteis.

A ação é um bom exemplo de uma estratégia de sucesso definida entre a agência e o cliente. O objetivo da ação foi apresentar um produto exclusivo da empresa, uma linha de ventiladores de 8 pás.

O título da ação, que também envolveu profissionais de imprensa, foi cuidadosamente escolhido: “Sinta a força do vento”.

Você deve se perguntar: há link com o produto? Total. A agência foi criativa na escolha do tipo de experiência e local? Sem dúvida. Houve impacto junto ao público de influenciadores digitais e jornalistas convidados? A resposta foram as mais de 200 stories, lives, posts etc.

Esta ação seria inimaginável 13 anos atrás, quando os primeiros youtubers começaram a aparecer. Entre eles, o Galo Frito, em 2006, formado por três comediantes que começaram a usar a plataforma em vídeos de comédia.

Alguns anos depois, Kéfera decidiu usar as redes sociais para divulgar seu trabalho de atriz. Deu certo e ela se tornou um fenômeno em pouco tempo.

Mais recentemente Felipe Neto, Hugo Gloss e Whindersson Nunes, entre outros, formaram exemplos de influenciadores digitais bem sucedidos. E uma nova legião se forma a cada dia.

Para se ter uma ideia do poder exercido pelos influenciadores digitais, a MindMiners, startup de tecnologia especializada em pesquisa digital, divulgou um estudo sobre a relação dos brasileiros com os influenciadores digitais.

O estudo revelou que 93% das pessoas ouvidas (1.000 pessoas) já viram influenciadores divulgando produtos e serviços nas redes sociais e 45% admitiram ter feito uma aquisição indicada por um influenciador.

Whindersson Nunes é o top of mind dos entrevistados e mais da metade dos pesquisados prefere o YouTube para acompanhar influenciadores, seguido do Instagram e Facebook. A metodologia está detalhada neste link.

Mas sem uma agência qualificada para propor as melhores estratégias, desenvolver as ações e monitorar os resultados, navegar neste mar de opções é um grande desafio para as empresas.

Afinal, ninguém conhece melhor as marcas e seus públicos do que os profissionais e agências de comunicação.

Agora, se quiser entender um pouco mais sobre este universo e como lidar com influenciadores, veja nossas dicas abaixo:

1. Defina seus objetivos

Parece óbvio, mas muitas empresas, com medo de perder o timing, acabam realizando ações com influenciadores sem um planejamento prévio.

O resultado pode ser desastroso até porque a escolha de um influenciador dissociado da sua marca pode ter efeito contrário.

Partindo-se do princípio de que a confiabilidade de quem indica seu produto ou serviço é fundamental para o sucesso da sua campanha, não podemos errar a mão.

Qual o objetivo da minha ação, qual a mensagem que eu quero transmitir e para qual perfil de público? Respondidas estas perguntas, é hora de planejar a ação.

2. Ação coletiva ou individual?

Uma ação pode envolver um conjunto de influenciadores, como foi o caso dos ventiladores da Mondial, ou ser direcionada a um influenciador específico.

De novo aqui o segredo está nos objetivos e claro, no budget programado. Uma ação coletiva pode ter um custo infinitamente inferior ao de uma ação focada numa determinada celebridade digital.

Existem influenciadores renomados e outros em ascensão. Aqui também não há uma fórmula definida. A partir dos objetivos e resultados esperados, é possível mapear os influenciadores ideais para sua marca.

3. O público da ação é quem importa

Seu target é de jovens, crianças, profissionais liberais ou empreendedores? Há ao menos um influenciador digital para cada um destes perfis e de segmentos que vão do fitness à alimentação saudável, da moda ao consumo consciente, da economia ao entretenimento.

Os nichos em se tratando de influenciadores digitais são importantes na escolha. E mais ainda, a criatividade da agência em fazer abordagens diferenciadas. Por exemplo, se você pretende educar o público mais jovem a consumir determinado produto, precisa saber onde ele busca se abastecer de conteúdos – portais, YouTube, jornais online, buscadores – e em quais formatos -blogs, vídeos, posts nas redes sociais.

4. Quem são os influenciadores digitais mais indicados?

Levando-se em conta que as pessoas confiam mais nas pessoas que falam sobre a sua marca do que em empresas que falam de si mesmas, a escolha dos influenciadores é fundamental para o sucesso da ação.

Um dos influenciadores mais conhecidos, Fabio Porchat, disse certa vez numa palestra sobre o tema que o principal erro da marca é controlar demais a forma com que o influenciador vai atuar sobre ela.

Segundo ele, a espontaneidade caminha junto com a credibilidade. Uma ação “forçada” vai transparecer ao público.

Cabe à agência de comunicação o papel de selecionar os influenciadores a partir dos critérios acima – objetivos, público-alvo, perfil, canais, formatos e budget.

Lembre-se que a seleção envolve a audiência (número de acessos, seguidores, inscritos e média de visualizações) e a reputação do influenciador pois seus valores devem estar atrelados à marca ou produto.

5. Como negociar com influenciadores?

Que os influenciadores digitais são importantes para determinadas marcas ou produtos todos sabemos. Mas negociar com eles requer conhecimento.

A agência de comunicação responsável pela ação fará o contato com os agentes dos influenciadores (os mais famosos) ou diretamente com eles. As plataformas de relacionamento ajudam muito nesse sentido.

O primeiro contato é muito importante. É quando fazemos a “pré-venda” da ação informando sobre quais são as sinergias entre ele e a marca. Muitos possuem um média kit para a negociação.

O processo com influenciadores não é o mesmo que uma negociação de mídia. Estamos falando com pessoas que podem enxergar ou não afinidade com a marca, acreditar ou não no produto e ter a liberdade de adaptar a ação à natureza de seu canal e interesses do público.

Valores em dinheiro, permuta, brindes. Tudo é muito flexível neste relacionamento. Eles podem cobrar um valor fixo ou por clique. O mais importante nesta negociação, é que ele se sinta confortável para ser o embaixador da sua marca e que sua empresa tenha segurança de que ele será um bom porta-voz.

Outra boa abordagem é oferecer algo para os seguidores. Ao oferecer um desconto por exemplo sua empresa terá mais uma forma de mensuração da capacidade de conversão em vendas do produto.

6. Monitore sempre

Como qualquer ação de comunicação e marketing, sua empresa tem que estabelecer os mecanismos de monitoramento das ações.

Busque o engajamento dos seus funcionários e clientes à campanha do influenciador. Verifique o aumento de acessos ao seu site, geração de leads e observe a qualidade das interações nas redes sociais como compartilhamentos e comentários.

Os resultados da ação servirão de parâmetro para sua continuidade ou diversificação.

E lembre-se: para uma ação dar certo há que se respeitar o influenciador, o consumidor e a empresa. A sinergia entre todos responde por 100% do sucesso da campanha.

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